quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Vale a Pena Recordar: O melhor presente de dia dos namorados que o palmeirense recebeu depois de dezesseis anos de espera:CAMPEÃO PAULISTA de 1993 e em cima do arqui-rival Corinthians!


Imagem: Arquivo Placar(divulgação)


Dia doze de Junho de 1993, dia dos namorados, domingo à tarde. O estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) receberia as duas maiores torcidas do Estado para mais uma final de campeonato e o jogo não poderia ser outro: Corinthians x Palmeiras. A cidade de São Paulo respirava um clima incomum: no jogo anterior o Timão comandando por Neto e companhia havia ganhado pelo placar de 1 a 0 e Viola autor do gol, imitara um porquinho chafurdando na lama, para irritação de toda a torcida palmeirense, acirrando ainda mais o clima para o segundo jogo. Vamos relembrar as escalações das equipes:

Palmeiras: Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão, Roberto Carlos, César Sampaio, Daniel, Edílson (Jean Carlo), Zinho, Edmundo, Evair (Alexandre Rosa). Técnico: Wanderley Luxemburgo.

Corinthians: Ronaldo, Leandro, Marcelo, Henrique, Ricardo, Marcelinho Paulista, Ezequiel, Neto, Paulo Sérgio, Viola, Adil (Tupãzinho) (Wilson Macarrão). Técnico: Nelsinho Baptista

A partida significava muito a torcida palmeirense que já estava há exatos dezesseis anos sem conquistar um título estadual, enquanto que a torcida corintiana por sua vez, esperava apenas um empate ou uma vitória simples, para desespero do rival, Palmeiras. No primeiro jogo, o Corinthians havia ganhado por um a zero com um Morumbi lotado e com a torcida alvinegra comemorando muito o resultado, fazendo com que o público chegasse aos 104.401 pagantes no jogo final, um recorde para a época. O Palmeiras passava por uma reformulação e havia acabado de assinar um contrato de parceria com a multinacional italiana Parmalat, que montaria sob o comando do técnico Wanderlei Luxemburgo (ex-Flamengo), um verdadeiro esquadrão. Do lado alvinegro, o técnico Nelsinho Baptista, voltava ao time que havia lhe dado o titulo de campeão brasileiro em 1990 e ele tinha o respeito e o respaldo da diretoria alvinegra. O jogo começa tenso, com muitas jogadas duras e as equipes mostrando o quanto a rivalidade entre os times estava aflorada. Edmundo dá um carrinho em Paulo Sérgio e não toma cartão amarelo, depois é a vez de César Sampaio tomar uma paulistinha do zagueiro Henrique e nada do árbitro José Aparecido de Oliveira (FIFA-SP), mostrar cartão amarelo. Mas aos 37’ do primeiro tempo, a torcida alvinegra veria o início do seu pesadelo: tabela rápida entre Edílson e Edmundo, a zaga corta e na sobra Zinho abriria o placar: 1 a 0. Com o resultado, o título não era do alviverde, mas sim do arqui-rival, que tentava de todas as formas, acompanhar o ritmo e a vontade do time de Wanderlei Luxemburgo. Aos 29’, ele apareceria: Evair. Depois de jogada rápida do ataque, novamente ele apareceria para ampliar o placar: 2 a 0, para desespero do goleiro Ronaldo. Aos 38’, o encapetado Edílson levaria o torcedor palmeirense a loucura ao ampliar o placar e levar o jogo à prorrogação: 3 a 0. Na prorrogação, a consagração viria dos pés dele que havia ficado dez partidas afastadas por contusão e voltaria para entrar para a história: Pênalti e expulsão do goleiro Ronaldo. Sai Tupãzinho e entra Wilson Macarrão no gol alvinegro, mas a história já estava escrita e sacramentada: bola de um lado, goleiro de outro: 1 a 0. Conquista do título e chocolate. 3 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação,um belíssimo presente que todo namorado palmeirense jamais esqueceu. E início de uma época que revolucionou a história do futebol brasileiro. Vale a Pena Recordar! Veja no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=td3QuYecBTk,
 a matéria feita por Maurício Kubrusly e exibida em 10/06/1993, na sexta-feira que antecedia o clássico, no GLOBO REPÓRTER. (Imagens: Rede Globo - 1993 e TV Cultura -1974). Os melhores momentos do jogo, com imagens da Rede Bandeirantes, exibido em 12/06/1993, na narração de Sílvio Luiz, comentários de Mário Sérgio, reportagens de Octávio Muniz e Eli Coimbra.







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