O Barcelona parecia jogar em casa tamanha a volúpia que mostrou durante todo o início do primeiro tempo. Em treze minutos, já tinha efetuado nove chutes a gol, contra um Arsenal que não conseguia respirar tamanha a velocidade da equipe catalã. Ibrahimovic se deu ao luxo de perder dois gols feitos na primeira etapa e o goleiro Almúnia salvou a defesa inglesa durante toda a primeira etapa. Depois de tanto sufoco, um zero a zero “mentiroso” ao final de um primeiro tempo de um time só. Na volta para segunda etapa, o time inglês não contava com Arshavin e com Gallas, que saíram machucados, entraram Eboué e Denílson e os torcedores no Emirates Stadium estavam apreensivos diante do que poderia acontecer.
O susto veio logo. A um minuto do segundo tempo, Ibrahimovic recebe um lançamento na direita, domina e bate por cima de Almúnia que saiu estabanado: 1 a 0 e comemoração da torcida catalã.
Aos quatorze minutos, parecia que o pesadelo não teria fim: lançamento por trás da zaga e Ibrahimovic, novamente aparece depois de lançamento de Xavi, domina e chuta forte: 2 a 0.
Os Gunners foram pra cima e como estavam jogando em casa, não tinham outra opção: era matar ou morrer. Arsene Wenger coloca Walcott no lugar de Sagna e a alteração deu resultado. Depois de bela troca de passes, Bendtner deixou Walcott na cara do gol, para diminuir o placar: 2 a 1 e a esperança renovou-se no Emirates Stadium. A partir desse lance, a torcida começou a empurrar o time e o Barcelona sentiu a pressão. Josep Guardiola coloca Henry no lugar de Ibrahimovic, mas quem faz a festa é Fabregas aos 40’ do segundo tempo. Depois de lançamento nas costas de Daniel Alves(muito mal defensivamente no jogo),Puyol derruba Fabregas dentro da área. Cartão vermelho e pênalti marcado. O próprio Fabregas,bate forte no meio do gol e dá números finais ao excelente jogo: 2 a 2,deixando um recado ao time catalão: Não se desperdiça tantas chances numa competição como a UEFA.
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