Num jogo arrastado, sem muito envolvimento do Universitário e com muitos erros de passes, o São Paulo empatou no tempo normal em zero a zero, contra o time peruano e a partida que até então não tinha lances de emoção, foi resolvida nas penalidades. No tempo normal, faltou qualidade por parte das duas equipes e o time do Morumbi, não mostrou nem sombra do tarimbado tricolor acostumado a disputar a competição. O adversário mostrou muito menos do que se viu na primeira partida em seus domínios e fez o que pode para levar a decisão para as grandes penalidades.
Na hora da decisão por pênaltis foram escolhidos, Universitário: Ramires, Alva, Galvan, Labarthe e Espinoza. Pelo São Paulo foram escolhidos: Rogério Ceni, Hernanes, Marcelinho, Dagoberto e Washington.
A grande torcida que compareceu ao estádio sentiu um friozinho na espinha quando Ramirez deslocou o goleiro brasileiro e abriu o placar: 1 a 0. Porém, emoções maiores viriam por aí. Rogério Ceni vai em direção a bola e inacreditavelmente, perde a sua cobrança. O Morumbi silencia como nunca se viu. Alva devolveria a esperança tricolor ao bater fraco e Rogério Ceni fazer nova defesa. Hernanes com enorme categoria põe a bola no ângulo e o sofrimento da galera vai se transformando em alegria. Galvan, ex-Santos e Atlético/MG também perdeu e deixou o caminho tricolor mais livre. A alegria foi tomando conta do Morumbi e o nervosismo foi tomando conta dos peruanos. Marcelinho provoca arrepios na galera a bola bate na trave e entra; Labarthe bate com categoria,mas a bola vai pra fora. E a missão de decidir fica nos pés de Dagoberto que até então, não tinha aparecido no jogo. Ele bate e explosão da torcida, a classificação enfim, depois de muito sofrimento e angústia. Mas o São Paulo poderia ter se apresentado com mais coragem.
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